MaxiMídia: Nizan Guanaes x Fábio Fernandes

Posted on 30. out, 2008 by Dhiego Feitosa in Eventos, Mercado, Notícias & Artigos

Uma coisa que está dando o que falar nos últimos dias é o “debate” entre Nizan Guanaes (Grupo ABC/África) e Fábio Fernandes (F/Nazca), em que os dois só faltam sair no tapa. Aconteceu durante o Congresso MaxiMídia, promovido pelo Meio e Mensagem.
O tema inicial do painel era “Indústria da Comunicação – Oportunidades e Riscos”, onde a intenção era um debate sobre a publicidade diante do cenário econômico mundial e acabou virando lavagem de roupa suja entre os dois. Briga de peixe grande.



Clique para “ler mais” e veja o comentário do profissional que nos enviou esta sugestão de tópico. Só para constar, ele não é ou está em Mato Grosso.

Fábio x Nizan

Ao contrário do que muitos pensam, são as adversidades que nos obrigam a ir mais longe criativamente. Portanto aquela história de “ahh…o que separa as grandes idéias das idéias fracas é a verba…” é o papo mais furado que existe. É a desculpa dos derrotados. Hoje o grupo ABC de Nizan Guanaes é um dos grupos de comunicação mais ricos do país e está prostituindo o mercado de São Paulo com propostas indecorosas a seus clientes e formulinhas baratas e batidas, que sinceramente só agradam ao pessoal do marketing, que na maioria das vezes(não generalizando) são um bando de baba-ovos de plantão que concordam com tudo o que o chefe diz só para garantir uma promoçãozinha no final do ano. Obrigam as agências a usar a fórmula da “publicidade que funciona”, ou seja a publicidade medíocre, por que acreditam que algo ousado não venderia tanto. Os clientes caem na mesmice para ter certeza de que 30 segundos no intervalo do Jornal Nacional ou do Fantástico vão vender qualquer coisa. Obviamente vão sim. Vão vencer pelo cansaço. Vão manter marcas no mercado sem posicionamento, sem identidade, sem diferencial. Ou será que vocês, caros amigos nunca pararam para pensar em como os filmes de Itaú, Vivo, Assolam, Guaraná Antártica… entre outros são tão iguais. É o famoso clipão, com um baiano cantando uma letra composta pelo Nizan.
Meu medo, honestamente falando, é da tal publicidade que funciona virar rotina em nossos Jobs. Esse tipo de publicidade causa pavor, mas não aos nossos clientes, metidos a publicitários, que se acham super criativos e acreditam que um comercial com produto e logomarca gigantes vendem mais do que um filme criativo. Mas causa pavor à nós criativos de verdade, que sabemos o valor do nosso trabalho e que ele não pode e não deve ser vendido como se fosse pão na esquina. E o pior, pão mofado.
Somos acima de tudo profissionais e merecemos respeito por este trabalho, que aliás vocês sabem, não é fácil. Por que fazer propaganda de verdade não é fácil. Fazer anúncios que sejam criativos e vendedores ao mesmo tempo não é fácil. É uma pena que a maioria de nossos clientes hoje ainda optem somente pela segunda opção.

Autor: Anônimo.

Agora veja o texto que a F/NAZCA escreveu sobre a crise, que era o que realmente importava nesse debate:

 

Nós já enfrentamos e sobrevivemos a muitas crises. Talvez já tenhamos perdido as contas sobre o número e a origem delas. Mas as malditas já nos surpreenderam diversas vezes enquanto assobiávamos distraídos virando algumas dessas esquinas da vida. Algumas foram provocadas pelo petróleo, outras pela Rússia ou pela China, a maioria gerada internamente, já que em matéria de crise, o Brasil sempre foi auto-suficiente. A tal ponto que, se não chegamos a ser fraternos amigos – nós e a crise – também não podemos negar que tenhamos nos tornado íntimos conhecidos.
Nenhuma crise é igual à outra. Essa que chegou com toda a força, agora, certamente é a mais diferente de todas. Porque o Brasil não tem um pingo de responsabilidade sobre o que está ocorrendo e porque o Brasil está no seu melhor momento economicamente falando. O Brasil nunca esteve tão em dia com as suas obrigações, o dever de casa feito, com um mercado interno tão forte, com empresas tão sólidas, modernas e competitivas e com suas instituições tão garantidas, para encará-la.
Mas isso não nos exime das conseqüências da crise. Que, por sinal, é também uma das mais potentes e destruidoras das que se tem notícia em quase um século. Ela já está sendo dura e será ainda mais devastadora, não precisamos ser profetas para prevê-lo.
Então, o que nos resta fazer?
O óbvio é termos medo, nos encasularmos, rezarmos para diferentes deuses, de diferentes religiões, ficarmos imóveis acreditando que qualquer mínimo movimento pode ser fatal para ela nos alcançar e, assim, esperarmos, até que ela passe. Demitir, cortar os investimentos, reduzir a produção, suspender novos projetos, reprimir os movimentos de inovação, não acreditar num retorno inesperado da demanda, também são boas e óbvias idéias. Talvez, algumas tenham mesmo que ser feitas, quem sabe?
Mas também há o inóbvio, por mais que, obviamente, a palavra inóbvio não exista. E não existe por quê? Porque ninguém a disse antes, vai saber.
E é aí que reside o intuito deste nosso anúncio: apelar para os que acreditam que o inóbvio existe. Não só existe, como pode ser feito nesse exato momento onde o óbvio é o que todos pensam, todos fazem, todos professam e todos aconselham. O intuito deste anúncio é, humildemente, tentar criar uma minúscula fagulha de otimismo, de esperança – nossa velha, desgastada, mas essa sim, querida amiga em todos os nossos célebres momentos de crise – para que ela se dissemine, se instale na nossa cabeça, nas nossas empresas, na nossa sociedade, mesmo lutando contra esse poderoso inimigo, que tão mais facilmente gosta de se instalar nesses mesmos lugares ao menor sinal de que o pior pode acontecer. O intuito deste anúncio é despertar o empreendedorismo que sempre caracterizou o empresariado brasileiro, a coragem que sempre foi a marca registrada das nossas empresas, a capacidade inesgotável de reinvenção que sempre foi o norte dos vencedores neste nosso país. E também é o intuito deste anúncio demonstrar que um marketing original é a mais poderosa fonte de energia, capaz de gerar as transformações que uma empresa precisa num momento de crise. Nós acreditamos piamente nisso.
Esse é o nosso óbvio.
Acreditamos que se esse não é o momento de inovar, que outro será?
Acreditamos que se esse não é o momento de ser e parecer diferente dos seus concorrentes, que outro haverá de ser?
Acreditamos que se não for essa a hora de falar, enquanto muitos se calam de medo, que outra hora estará à nossa disposição para fazê-lo?
Uma grande idéia, única, diferente de todo o óbvio, sempre foi e sempre será o detonador mais valioso – e menos oneroso – para se mudar a história, o humor, a fé, a determinação e o otimismo interno de uma empresa.
É isso que nós defendemos para os nossos clientes e que queremos externar para o Brasil inteiro hoje. Porque tivemos a presunção de que se nós pensamos assim, talvez você, talvez mais gente por aí também pense do mesmo jeito. E nós adoraríamos poder contar com mais gente, mais empresários, mais cidadãos para ajudar a contrariar o óbvio, a não aceitar passivamente em todas as suas piores conseqüências o medo, pelo medo.
Crises nós já enfrentamos e, queiramos ou não, ainda enfrentaremos essa um bom tempo e outras por muitas vezes.
O que deve nos mover é a visão de como nós queremos ser percebidos assim que mais uma vez nós sairmos dela. De pé, ou de cócoras.
Aqueles que foram criativos, inovadores, desafiadores, obstinados, inteligentes, inóbvios, ou apenas aqueles – a maioria – normalmente óbvios.
Na crise, já disseram muitos, é que se separam os homens dos meninos. Ou seja, crise pode ser café pequeno para os homens.
Nós gostamos com açúcar. http://www.fnazca.com.br/

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