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Collective Design

por Alfredo Camacho / publicado em 10 setembro 2007

“Um é pouco, dois é bom três é melhor”, este é o início do papo Arte em equipe, debatido pela computerarts brasil. A internet hoje é um meio muito produtivo pois interliga não só as pessoas mas dissemina um pensamento, com base nestas prerrogativas está brotando há um bom tempo uma nova metodologia de trabalho, o collective design.

Um grupo de collectives ou coletivos pode variar de 3 pessoas a 300 profissionais, múltiplos em personalidade e estilos são pessoas que estão interligados pelo pensamento único e multidisciplinar, alguns de seus atêlies, estúdios, de casa, enfim exploram o conceito de que para ser não é preciso estar, desta forma com um quadro amplo e mutável de designers os trabalhos ofertados as empresas passam a ser confeccionados mais rápido e com soluções de ampla flexibilidade, o que até então só uma grande empresa de designers ou agora um collective pode ofertar.

Os collectives até então atuam como freelancers, entretanto o que é mais interessante é que muitos tem em paralelo carreiras sólidas em outras empresas, mas que por atuarem em grupos podem flexibilizar-se de maneira a produzir um material criativo onde os profissionais podem definir as equipes e métodos do jeito que bem entenderem, montando e remontando o pensamento sobre o pensamento, a arte sobre a arte.

Sobre este prisma um pequeno percentual é pago para quem trabalha no projeto, onde cada membro também recebe participação anual dos lucros, independente do número de dias em que se trabalhou no ano, o que ocorre e como já citado, os collectives atuam de noite e finais de semana, uma vez que a maioria desenvolve sua carreira a parte do coletivo.

Traçando um paralelo, há certo tempo sondei com amigos a possibilidade de se criar uma cooperativa de comunicação, notório o fato que instituições como o CENP, bem como a legislação brasileira parecem não reconhecer a possibilidade de existir tal forma de trabalho. O que vejo collective e cooperativa, bem talvez uma palavra seja mais bonita que a outra, enfim o conceito era reunir fotógrafos, designers, redatores, jornalistas em uma cooperativa de comunicação desta forma os jobs poderiam ser montados com múltiplas e distintas equipes, ofertando soluções que muitas empresas não seriam capazes de ofertar por possuir um quadro sólido de profissionais, custo que para algumas é exploratório e outras realmente é uma sangria necessária. O fato é, que este é um modelo que pode assustar muitas empresas sólidas aqui e de certa forma no mercado brasileiro, o qual já está conta alguns collectives.

Vivemos em um mundo cada vez mais winki, que conceitos como collective, cooperativas e suas variantes passarão a ser parte integrante da vida de muitas áreas profissionais, viva a internet!!

Links:

www.ideiaforte.com.br
www.lobo.cx
www.estudiomol.com.br
www.bijari.com.br
www.pepperoni.com.br

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